terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

ESTREIA DA TICA-TAURUS

Hoje resolvi ir testar a minha prenda de Natal antecipada.Fui bastante cedo, até porque a maré estava cheia muito cedo, material no carro e fiz-me á estrada.o mar estava com força mas nada me fazia desistir, até porque estava curioso em relação á cana (TICA-TAURUS).Escolhi o pesqueiro de forma a não levar banho, e vai de montar o pião.Sempre desconfiado porque o mar punha-me o fio em cima das pedras, facto que me fez perder dois piões.. .


Depois a maré começou a vazar e ficou com pouca agua e estava constantemente a ficar preso, e como ja estava satisfeito agarrei arrumei as coisas e voltei para casa com um sorriso de satisfação. Apanhei estes belos sargos e fiquei impressionado com a qualidade da cana. Uma boa estreia.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

matar o vicio







Aproveitar a folga, e também o tempo que assim quis deixar ir até ao mar.
Passei na casa de pesca da zona (BALANZOL), levei umas sardinhas e mais um balde de engodo de ouriço, sem saber bem para aonde iria, resolvi ir até as azenhas do mar.
Vi como estava o mar e procurei um lugar vazio aonde pudesse matar o vicio.
Visto que só levava as canas de boia, procurei o pesqueiro aonde pudesse estar mais perto da agua.
Montei um pião, visto o mar ter força, fiz o engodo engodei um pouco e vai de lançar o pião e esperar que alguns sargos encostassem.
Mas o mar ainda por cima estava a correr a norte e começava a fazer algum vento e o mar a levantar também e a ganhar força, o que me fez retirar dequele pesqueiro passado uma hora.
Sem muitas mais alternativas resolvi fazer o resto da pesca, mesmo só para matar o tempo, e pescar a uma altura ja bastante elevada (50mt´s) só para não ir para casa muito cedo e aproveitar o resto da minha folga.
Ainda consegui sacar dois sargos e já algumas salemas que tirei a custo devido á altura em que me encontrava.
No fim deu 3 salemas e 2 sargos e matei o vicio e ganhei animo para mais uma semana de trabalho que se aproxima.
Ficam aqui algumas fotos tiradas com o telemovel.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009


A VISION ONETEN SW é o modelo concebido para pesca no mar. Está equipado com três anzóis Permasteel resistentes à água salgada (frente e trás: normais; meio: KATSUAGE) e com pesos de Tungsténio, ultra longos e precisos, o que torna o lançamento seguro e certeiro. Para pesca de margem ou pesca no mar, no geral. Aprecie a resposta imediata e directa da ONETEN SW ao seu trabalho com a cana, devido ao sistema duplo de pesos de tungsténio, especificamente desenvolvido para a ONETEN SW.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

ROBALO


European seabass

dicentrarchus labrax
ordem: perciformes
Como todos os pescadores desportivos bem sabem, o robalo é um dos grandes campeões da pesca desportiva, dos mais apreciados tanto na pesca como na mesa. A sua beleza natural e dimensões que pode atingir fazem dele um dos melhores troféus de pesca. Quem não sonha com a captura de um belo robalo cada vez que sai para a pesca? E em que história de pescador não aparece um robalo de vários quilos? E os segredos que os pescadores de robalos guardam só para si e seus amigos mais próximos?
É um peixe que aparece habitualmente junto à costa onde a ondulação varre as praias e nas zonas rochosas onde a agitação do mar produz "águas brancas", e também em estuários e rios, onde procura águas de menor salinidade mais adequadas à conclusão do seu ciclo reprodutivo, normalmente entre Novembro e Março. Pode ser encontrado em toda a costa portuguesa ainda com relativa abundância. Trata-se de um predador voraz e imprevisível que se alimenta de peixes e crustáceos, com especial predilecção pelo camarão, alternando períodos de extrema voracidade com desconfiança e desinteresse pelos iscos e amostras, transformando assim a sua pesca num verdadeiro desafio, numa verdadeira paixão, exigindo do pescador conhecimento e experiência - o robalo é um peixe de luta e caça - os predadores são os peixes mais inteligentes, já que usam todos os seus sentidos na detecção e captura das presas!
É um peixe verdadeiramente elegante, com uma silhueta emblemática e uma poderosa barbatana caudal. De cor cinzenta/prateada reluzente e abdomén esbranquiçado, cabeça forte e boca grande com dentes finos e ponteagudos e opérculos com dois espinhos - que por vezes causam ferimentos ao pescador quando desferram o peixe. Pode atingir cerca de 1m e 20cm de comprimento e cerca de 15 quilos de peso.
É um nadador extraordinário, muito ágil e rápido - enquanto jovem desloca-se normalmente em grandes cardumes de peixes c/ o mesmo tamanho, tornando-se mais solitário à medida que vai crescendo. Muda o seu comportamento com muita facilidade e as alterações ambientais (vento, movimento da maré, temperatura, transparência da água, luminosidade e pressão atmosférica) interferem consideravelmente no seu comportamento.

Nomes populares: robalo, robalete, robalote, cachaço, chaliço (aparece frequentemente na nossa costa uma espécie semelhante (dicentrarchus punctatus), vulgarmente chamada robalo mosqueado ou sarapintado ou baila - trata-se de um peixe muito parecido e da mesma família do robalo, com manchas ou pontos negros no corpo, mas de menor tamanho, não ultrapassando os 60 cm.

Época para pesca: todo o ano, principalmente entre Setembro e Abril. A pesca tem habitualmente melhores resultados durante o período diurno, c/ a Lua em quarto crescente ou quarto minguante e com a maré na vazante sem a água muito fria, pois prefere as águas mais quentes (entre 20 e 25 graus C), embora suporte temperaturas desde os 2 graus C até aos 34 graus C - mas parece alimentar-se só em águas de temperatura superior aos 7 graus C. Com a a água a uma temperatura superior a 21 graus torna-se activo à superfície - abaixo desta e até aos 15 graus é encontrado a meia água e no fundo!
Para a pesca do robalo tem particular importância o estado do mar, as condições meteorológicas, a hora do dia, a altura da maré, a fase da lua e....a experiência do pescador! Note que o robalo utiliza muitas vezes, como forma de captura da presa a sucção, seguida da mordida - é por isso necessário estar atento para não se retirar o isco da boca do peixe na altura do "esticão" - obviamente este problema não se põe na pesca ao corrico...
Tenha em atenção que a medida mínima permitida na captura de robalos é 36 cm - e que só se a mesma for cumprida se pode continuar a contar com a presença desta espécie, e até mesmo aumentar a sua população.

Técnicas de pesca: São várias as técnicas utilizadas para a pesca do robalo - desde a pesca à bóia, c/ bóia de água (buldo), c/ chumbada (fundo) até ao surf casting e spinning, conforme a zona em que se pesca e o gosto do pescador - isto quando se pesca de terra. De barco a melhor forma é ao corrico ou spinning.
Iscos: caranguejo mole, lingueirão, camarão/camarinha, sardinha, buzios, camarão da pedra vivo, casulo e ganso, mexilhão, etc, até às amostras artificiais. Atenção ... o robalo prefere o isco vivo - e os seus hábitos alimentares mudam consoante os locais e as épocas do ano.

SARGO


Diplodus sargus cadenati
família - sparoidae
ordem - perciformes
sargus vulgaris, sargus annularis, sargus rondelet, archosargus probatocephalus, anisotremus, etc
São peixes de corpo oblongo/oval c/ escamas geralmente dentadas, barbatana dorsal c/ uma parte espinhosa e uma parte mole e anal c/ 3 espinhos, céu da boca quase sempre liso e dentição muito completa, com incisivos cortantes (dispostos numa única ordem, truncados nas extremidades)e os dentes posteriores arredondados (molares), inseridos por várias ordens. Os sargos dividem-se em mais de trinta espécies semelhantes, e estão espalhados pelo Mediterrâneo, Atlântico, costa leste dos E.U.A., América do Sul e Mar Vermelho. São peixes essencialmente costeiros, que podem ser encontrados até aos 50 metros de profundidade, preferindo fundos de pedra, coral ou outros que lhes proporcionem frestas e tocas onde se costumam abrigar, sendo normalmente mais activos durante a noite. Alimentam-se de moluscos (que podem arrancar das pedras e triturar c/ os dentes) e crustáceos. O período de reprodução é entre os meses de Janeiro a Março. Extremamente astucioso e desconfiado, nunca vive em cardumes quando adulto, ao contrário dos jovens que vivem em cardumes de pequena dimensão. Quando fisgados procuram refugiar-se entre as pedras ou em tocas e tentam cortar a linha onde estão presos. Há relatos de sargos com cerca de um metro e dez a doze quilos (parece haver algum exagero nestas descrições, que acreditamos terem muitas dezenas de anos) - actualmente, e reportando-nos a Portugal, os maiores sargos já capturados nunca excederam os 30/35 cm e os 2 a 3 quilos de peso, tamanho já considerável e invulgar nas nossas costas, onde os maiores exemplares geralmente não ultrapassam 1 a 1,5 quilos ( e um bicho destes é uma festa e não é p/ qualquer um...) Para isco o camarão fresco, caranguejo mole, ameijoa e canivetes, mas também se apanham com a minhoca casulo e ganso e outros... Pesca-se à bóia ou ao fundo. Carne muito saborosa e não explorada comercialmente.

PARGO


Common seabream

pagrus pagrus

FAMÍLIA: sparidae



Da mesma família do sargo e dourada, o pargo é uma das espécies preferidas pelos apreciadores de peixe. Há muitas variantes de pargo, sendo o mais vulgar nas nossas costas o pargo de cor avermelhada (pargo rosa). Ainda relativamente frequente no nosso litoral atlântico, Açores e Madeira. Prefere fundos de pedra ou coral e vive normalmente desde a costa até aos 250 metros de profundidade. Oferece bastante luta quando ferrado, lutando até à superfície. Vive em cardumes e tem o dorso avermelhado com o ventre mais claro - muitas vezes quando capturados ficam com o corpo malhado. Atingem os 8 /10 quilos e os 60 cm. Peixe de fundo, alimenta-se de crustáceos e moluscos - para isco pode também usar-se a sardinha ou pedaços de peixe. Tem valor comercial em Portugal, onde é muito apreciado.